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Volvido cerca de um ano, a cidade de São Francisco serve de palco para a cerimónia de conciliação entre as duas raças rivais. A Mutant Response Division (MRD), organização governamental liderada por Luís Reyes (personagem criada propositadamente para o jogo), junta-se então aos X-Men de modo a promover a igualdade e a paz… que não dura mais do que cinco minutos. Após um estranho ataque, cuja responsabilidade se atribui quase de imediato ao desaparecido Magneto, a população entra naturalmente em pânico e os Purifiers partem em busca de alguns mutantes mais vulneráveis. Só um “milagre” poderá fazer com que tudo mude de figura.
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Embora o historial destas personagens seja completamente distinto, todas elas têm um aspecto em comum: o “despertar” dos seussuperpoderes perante uma situação de grande aperto. Cada um dos protagonistas tem, em teoria, a sua própria história e introdução, contudo não se verifica qualquer variação no decorrer dos acontecimentos mediante a nossa escolha: existe uma campanha única e linear onde as alterações se processam, acima de tudo (para não dizer exclusivamente), ao nível dos diálogos, tanto nascutscenes como nos diversos momentos em que temos de manter uma “conversa” com osNPCs.
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E se a principal premissa de X-Men Destiny não convence, os restantes elementos também não fogem muito à regra. Começando pela apresentação, esta pode-se considerar mediana: não chega ao fracasso que foi Thor: God of Thunder mas também não sai da onda geral das adaptações de franquias ao universo dos videojogos, mantendo um visual que poderia encaixar perfeitamente na geração de consolas anterior. Embora os modelos de personagens estejam até bastante aceitáveis, com uma sincronização labial competente e a fazer justiça aos heróis do universo da Marvel – como Wolverine, Gambit, Cyclops, Nightcrawler, Magneto ouMystique – tudo o resto parece pouco detalhado e “vazio”. A interactividade com os cenários é escassa e normalmente resume-se aos saltos entre plataformas, trepar fachadas ou ferros, partir caixas com recargas de energia e descobrir objectos coleccionáveis. Se o vosso plano era utilizar o poder da mente para atirar aquele frigorífico contra o mais horrível dos inimigos, o melhor mesmo é desistir. Inclusive do frigorífico, pois não vão encontrar nenhum.
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As combinações necessárias para a utilização das habilidades de cada poder - que podem ser evoluídas até um máximo de quatro níveis com a experiência acumulada ao derrotar inimigos - são executadas sempre da mesma forma independentemente da nossa preferência de estilo de combate: ataques básicos (no caso da PS3 feitos com quadrado e triângulo) podem ser alternados com ataques especiais que surgem com o decorrer da aventura (basta adicionar R2), e a sequência de botões para a realização dos mesmos é sempre igual seja qual for o nosso poder. Isto não significa que este aspecto seja inteiramente negativo, contudo esta extrema facilidade e escassez de combinações variadas (o que implementaria uma maior “estratégia” ao combate) pode incitar ao button mashing puro e duro.
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O número de diferentes inimigos coaduna com a variedade dos desafios impostos: relativamente pobre. Às três ou quatro distintas hordas de “maus da fita” juntam-se por vezes alguns mini-bosses, normalmente mechs ou incendiários, em duelos que geralmente só terminam após a extinção total do perigo na área ou com a chegada do cronómetro aos zero segundos (isto no caso das Challenge Arenas, os tais desafios propostos pelas duas facções de mutantes rivais). Embora não tenhamos em nenhum momento a possibilidade de controlar qualquer um dos famosos heróis ou vilões, estes têm um papel preponderante na acção, podendo em algumas situações específicas lutar ao nosso lado… ou contra nós. Ainda assim, a cereja no topo do bolo acaba mesmo por ser as batalhas contra (alguns) bosses, alguns pela sua dificuldade e outros só pela simples fuga à “rotina”.
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Ao contrário do que possam estar a pensar (sim, e isto é para aqueles sujeitos que gostam de julgar as coisas sem nunca lhes ter tocado) X-Men Destiny é um título capaz de proporcionar alguns bons momentos de diversão. Porém, as falhas de framerate são assustadoras e chegam, por vezes (nomeadamente em ocasiões onde existe um grande número de inimigos presentes no ecrã), a prejudicar a experiência de jogo. A juntar a estas falhas temos também as de som, um parâmetro que aos razoáveis efeitos sonoros junta um trabalho de vozes capaz do melhor e do pior. O sotaque francês de Gambit é hilariante, mas nada que chegue aos calcanhares do guru que é Zezé Camarinha.
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Enquanto jogo de acção, X-Men Destiny é pouco mais do que banal. Ainda assim, é de louvar a utilização de organizações (como os U-Men), mutantes e bossesque se mantêm fiéis a este universo fantástico numa aventura consistente e que neste aspecto agradará, acima de tudo, aos fãs das comics. Porém, se depois de lerem esta análise ficaram desmotivados quanto a uma possível compra, talvez seja realmente o vosso “destino” a falar mais alto.


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Adaptação consistente e fiel ao universo X-Men
Grafismo pobre




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